20 julho, 2011

Travessia do México - parte II

Ou ele vinha, ou eu ia pra lá ou a gente definisse de uma vez a nossa situação. Como não conseguia o visto pra viajar para os Estados Unidos, resolvi fazer a mesma viagem que ele fez: ilegalmente atravessar a fronteira entre México e Estados Unidos. Em menos de um mês eu estava embarcando no avião em São Paulo, sozinha (não levei a filha pois tinha medo do que viesse a acontecer), sem nunca tendo viajado nem para o Paraguai ...rs... e sabendo apenas dizer "hi" e "bye" em inglês! 
Lembro pouquíssimo da viagem de avião, eu chorei por causa da minha filha até chegar ao México... lembro que chegando lá, seguindo as instruções da pessoa que me enviou, segui pra um hotel na Cidade do México, fiz uma ligação pra minha mãe avisando que estava lá, pois viajei sem ela saber - não queria deixar ela ansiosa ...rs... - ela quase caiu dura do outro lado da linha! Liguei pra saber de minha filha e depois aguardei mais instruções, e elas chegaram rápido: façam uma refeição no hotel, peguem suas coisas e sigam para o aeroporto, embarquem pra Mexicali, onde descendo, vocês pagarão propina pra entrar e seguirão de táxi pra um motel, aguardem mais instruções por lá (estou falando na terceira pessoa porque durante a viagem mais brasileiros, de Minas, Maranhão e Bahia, se juntaram à mim).
Seguíamos juntos mas era uma situação de cada um por si... muito medo nesses momentos. Mal deu tempo pra beber um copo d'água no motel e chega o Ricadão, um mexicano que era o cabeça do esquema. Explicou tudo rapidamente, mandou que entregássemos nossas malas pros "capangas" dele que nos entregariam elas depois, em solo americano. 
Ele nos disse pra seguir até a rodoviária da cidade - lugar horrível - e pegar um ônibus até Tihuana, seguindo os passos de um dos coyotes, mas sem trocar um ai com ele. Fizemos assim, e no meio da viagem, no meio da noite e no meio do nada ...rs... o ônibus parou, o cara desceu e nós fizemos o mesmo. Pulamos uma cerca, e começamos a correr, na escuridão da noite, num terreno árido e acidentado... eu segui o coyote e pensava: "nossa, será que já estamos indo atravessar a fronteira?". Bobinha eu, era apenas o começo...


*to be continued...

5 comentários:

Rosana Remor disse...

Hum...tá melhor que novela das 8..e depois??Ai,tô curiosa!!Conta!!E como hoje é dia do amigo... Quem tem um amigo,nunca está só!!Feliz dia do amigo,amiga!!Bjs!!

Vida no Campo disse...

Nossa vc foi muito corajosa hem,eu teria medo,mas por amor o que a gente não faz,bjs

*..*gi arteirinha*..* disse...

Oiii
Curiosidade é uma coisa mesmo né?? kkkkk
Estou adorando conhecer essa história....coisa que a gente só vê mesmo em filme ou novela....e isso é vida real!!!

Até mais!!!
beijos

Adriana disse...

HUM... que loucura, mulher!!! Tô querendo saber do final. Conta, conta, vai...

beijossssss

Tatiane disse...

Meu Deus Rê... tô imaginando tudinho. Não assisti a novela América porque odiava mas uns pedaços a gente sempre vê né?!
Não perco o final da história por nada......

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